Cá estamos nós mais uma vez embrenhados entre os brinquedos e as brincadeiras na Amazônia terminando um trabalho que nunca se findará.
Nosso primeiro ponto desta vez foi uma comunidade no Pará de nome de cachaça, e das boas: Abaetetuba.  Lá conhecemos os artesãos que fabricam os brinquedos mais tradicionais da região, que são vendidos na Festa do Círio de Nazaré em Belém: os brinquedos de miriti.

Em seu ateliê de paredes de madeira e teto coberto de palha, o Seu Amadeu é um verdadeiro retrato do que poderia ser o nosso  Papai Noel Tropical. Em suas legítimas Havaianas, shorts e sem camisa, ele nos recebe com seu sorriso maroto como se fosse um grande privilégio pessoas de tão longe vir conhecer seu humilde trabalho, apesar dele mesmo nos dizer que já o visitaram alguns italianos, franceses, e até japoneses.

Entre tintas de todas as cores, galinhas que precisam ser enxotadas de cima dos brinquedos ainda em fase de acabamento, crianças sentadas no chão lixando a massa branca que cobre o miriti, e quadros e imagens de Nossa Senhora de Nazaré, o nosso Papai Noel corta a tala do  miriti ao mesmo tempo que coordena o trabalho de umas 8 pessoas que já sabem bem suas funções e ajudam a  transformar aquelas talas em coloridíssimos e levíssimos brinquedos.
Para ter uma verdadeira dimensão deste brinquedo só brincando com ele.

Neste momento estamos em Macapá depois de quase vinte dias em uma comunidade ribeirinha no arquipélago do Bailique, a menina dos olhos verdes do Amapá.

O calor lá é tamanho que chegamos a ouvir de uma menina que ela gosta muito de ficar com febre pois é só desta forma que sente um friozinho por dentro.
Nossos ritmos se afrouxam em um lugar como esse.Tanto assim que deixarei mais notícias para uma outra oportunidade.

Até lá